O pânico nada mais é do que uma crise
muito forte e intensa de ANSIEDADE.
A ansiedade vai crescendo e, aos poucos, vai
superando todos os limites aceitáveis do
nosso organismo e do nosso emocional e isto
acaba provocando a crise do pânico. (Leia
aqui neste site o texto que explica melhor o
que é
ANSIEDADE).
Uma crise de pânico dura caracteristicamente
vários minutos e é uma das situações mais
angustiantes e desesperadoras que uma pessoa
pode experimentar na vida. A grande maioria
das pessoas que tem uma crise de pânico terá
outras se não fizer o tratamento adequado.
Os sintomas do pânico aparecem de repente,
sem nenhuma causa aparente. Suor frio e
abundante, dor no peito, palpitações, falta
de ar, tremores, palidez, rigidez, calafrios
ou ondas de calor, formigamento das mãos e
pés, fraqueza, sensação de que vai desmaiar,
tonturas, vertigens, sensação de engasgo com
alimentos, irritabilidade, diarréia,
labirintite, reflexos intensificados,
náuseas, boca seca, dificuldade de respirar,
sensação de estar sonhando (distorções de
percepção da realidade), medo de perder o
controle e fazer algo embaraçoso, sensação
de que algo inimaginavelmente horrível está
prestes a acontecer e de que se está
impotente para evitar tal acontecimento;
medo de morrer ou de loucura iminente.
As crises de pânico, na verdade, são reações
de alerta do organismo. Essas reações,
normalmente, são desencadeadas em situações
onde há uma percepção de perigo real ou de
emergência: é um conjunto de mecanismos
físicos e mentais do organismo que permitem
que a pessoa reaja a uma ameaça e que cumpre
uma importante função para a sobrevivência
da pessoa.
Nas crises de pânico a reação de alerta do
organismo é desencadeada desnecessariamente,
sem qualquer perigo iminente...É como se o
organismo fosse o alarme de um carro, muito
útil em situações em que há o perigo do
carro ser roubado.
Para algumas pessoas, esse alarme dispara
sem qualquer motivo aparente (é como se o
alarme estivesse com defeito, tocando à
toa). Para piorar mais ainda a situação, é
comum as pessoas que tem pânico passarem a
ter medo dos locais onde a crise aconteceu.
Quem tem uma crise dentro de um carro, por
exemplo, passa a não querer mais dirigir. Se
a pessoa tiver uma outra crise num lugar
fechado e cheio de gente, ela passará a não
querer mais entrar em shopping centers,
supermercados, bancos, etc... Ela pode
desenvolver medos irracionais sobre essas
situações e começar a evitá-las e procura
fugir delas a qualquer custo.
Em muitos casos, o medo de ter outro ataque
de pânico pode levar a pessoa a sentir-se
incapaz de dirigir ou mesmo de sair de casa,
por exemplo.
O pânico é real e potencialmente
incapacitante e, por causa dos seus sintomas
desagradáveis, ele pode ser confundido com
uma doença cardíaca ou uma outra doença
grave.
As pessoas que sofrem deste mal costumam
fazer uma verdadeira "via-sacra" a diversos
especialistas e, após uma quantidade enorme
de exames, ouvem o médico dizer que "não é
nada", apenas estafa, nervosismo, stress,
fraqueza emocional ou problema de cabeça, o
que aumenta sua insegurança e seu desespero.
Como pode não ser nada se existe uma série
de sintomas reais? Na dúvida, lá vai a
pessoa de novo atrás de outros especialistas
e exames... Isto pode criar uma falsa
impressão de que não há um problema de fato
(apenas invenções da mente) e de que não
existe tratamento para tal problema. Ledo
engano!
As pessoas que tem pânico, em sua maioria,
são pessoas jovens (faixa etária de 21 a 40
anos) e estão na plenitude de suas vidas
profissionais.
O perfil da personalidade das pessoas que
sofrem do pânico costuma apresentar muitos
aspectos em comum: geralmente são pessoas
extremamente produtivas no nível
profissional, costumam assumir uma carga
excessiva de responsabilidades e afazeres,
são muito exigentes consigo mesmas e não
convivem bem com erros ou imprevistos, pois
tem tendências perfeccionistas com excessiva
necessidade de estar no controle e de ter a
aprovação dos outros; têm tendência a se
preocuparem demais com os problemas do dia a
dia, possuem alto nível de criatividade,
possuem auto-expectativas extremamente altas
e tem pensamento rígido; costumam reprimir
seus sentimentos e tem uma grande tendência
a ignorar as necessidades físicas do seu
corpo, entre outras características.
Essa forma de ser acaba por predispor estas
pessoas a situações de stress acentuado,
fato este que pode levar ao aumento intenso
da atividade de determinadas regiões do
cérebro, desencadeando, assim, um
desequilíbrio bioquímico e,
conseqüentemente, o aparecimento dos ataques
de pânico.
Vale ressaltar ainda que alguns medicamentos
como anfetaminas (usados em dietas de
emagrecimento) ou drogas (cocaína, maconha,
crack, ecstasy, etc), podem aumentar a
atividade cerebral e o medo, promovendo
alterações químicas cerebrais que podem
levar ao pânico.
Tenha certeza de que você não tem nenhum dos
seguintes problemas que podem causar ou
agravar o problema do pânico:
hiperventilação constante, problemas de
tireóide, hipoglicemia, prolapso da válvula
mitral, síndrome pré-menstrual, labirintite,
uso indevido de drogas ou ingestão excessiva
de cafeína (café, mate, guaraná).
TRATAMENTO
Em primeiro lugar, é importante um
tratamento que vise restabelecer o
equilíbrio bioquímico cerebral. Isto pode
ser feito através de medicamentos seguros e
que não produzam risco de dependência física
dos pacientes. Esses medicamentos são
capazes de interromper as crises de pânico
de forma efetiva. Eles agem no cérebro,
regularizando as áreas cerebrais aonde essas
crises são desencadeadas. Não são, portanto,
simples "calmantes", mas verdadeiros
regularizadores do funcionamento cerebral.
Mas a medicação apenas restabelece o
equilíbrio bioquímico cerebral.
Se a pessoa não mudar os seus padrões de
comportamento, ela irá desencadear novamente
o desequilíbrio bioquímico e ter novamente
outras crises de pânico.
O tratamento medicamentoso deve ser seguido
por um tratamento psicológico em conjunto
para acabar com outro problema de quem tem
pânico. Trata-se do medo das crises de medo!
Em geral, quem tem pânico fica condicionado
a achar que vai morrer quando a crise
começa. Resultado: quando sente pequenos
sintomas que lembram a crise, já é dominada
por esse medo, sua ansiedade aumenta em
demasia, o que acaba resultando numa crise
completa de pânico.
Quando a psicoterapia é aplicada
corretamente e em conjunto com a medicação
adequada, consegue-se melhora acentuada ou
ausência total dos sintomas em 80 % das
pessoas, num prazo bastante rápido.
Para o sucesso do tratamento é importante
que a pessoa possa enfrentar seus limites e
as adversidades da vida de uma maneira menos
estressante. Em última análise, trata-se de
estabelecer uma nova forma de viver onde se
priorize a busca de uma harmonia e
equilíbrio pessoal.
O sucesso do tratamento está diretamente
ligado ao engajamento do paciente com o
mesmo. É essencial que a pessoa que sofre
pânico entenda todas as peculiaridades que
envolvem este mal e siga o tratamento até o
final!
É importante salientar que o pânico não é
loucura, nem "frescura". Infelizmente é
comum que os distúrbios psíquicos sejam
interpretados como simples fraqueza de
caráter, o que não é verdade!
A pessoa que tem pânico, vive com medo do
medo e necessita de alívio e proteção!
Lembre-se: apesar de trazer muito
sofrimento, o pânico tem solução e não é uma
doença grave!
Procure tratamento especializado: um
psicólogo e/ou um médico o orientarão sobre
as medidas necessárias para acabar com esse
problema!